Trivela

França

Arsène Wenger é o mais longevo treinador entre os times de grandes ligas europeias. Treina o Arsenal desde 1996, com 21 anos completos no cargo. As pressões pelas sua saída inevitavelmente acontecem com a sucessão de anos sem sequer brigar de fato pelo título inglês, mas ele segue. Agora, uma nova possibilidade: treinar uma seleção. O francês admitiu que pensa na possibilidade.

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Comentarista na última Copa do Mundo, Wenger, de 68 anos, diz que o trabalho em clubes é a essência da profissão por ser no dia a dia. Trabalhar em uma seleção, porém, é uma experiência que passa pela sua cabeça. E considerando quem é o técnico atual da França, o questionado Didier Deschamps, talvez a Federação Francesa de Futebol deva ficar atenta.

“Talvez sim, eu farei isso em algum momento. Mas até agora, eu gostei de estar envolvido todos os dias na vida de um clube, porque o teste real está lá”, analisou Wenger, em entrevista ao canal BeIN Sports.

“Quatro ou cinco semanas… Ok, é uma experiência diferente. É mais concentrado. Mas eu acredito que a experiência real para treinar um time é na base diária”, continuou. “Mas eu não terei sempre a força física para fazer isso, então talvez eu vá para isso [trabalhar sem seleções]”.

Quando o repórter pergunta se o verá treinando uma seleção na Copa de 2022, Wenger riu. “Talvez, nunca se sabe. Eu não decidi isso, para mim é apenas um fato que a minha vida está ligada ao futebol”, disse.

“O que irá acontecer dependerá do meu estado físico. Mas até o fim da minha vida, eu estarei no futebol. Eu não sei em que tipo de papel, como diretor ou como técnico. Enquanto for possível, como técnico, mas um dia eu irei parar. Mas eu ficarei no futebol, é claro”, declarou Wenger.

Com o trabalho de Deschamps questionado, em uma das seleções mais talentosas no mundo, certamente esta é uma possibilidade que a França precisa olhar com carinho. Talvez até já para o pós-Copa em 2018. Afinal, trabalhar com talentos jovens parece algo que Wenger sabe fazer.

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