Trivela

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Colunas

Depois de todo o gigantismo da festa do Feyenoord (mais do que justo, aliás); depois do anúncio surpreendente, embora compreensível, do fim da carreira de Dirk Kuyt, o herói do dia da libertação do Stadionclub, enfim campeão holandês após 18 anos; depois da carruagem do Ajax virar abóbora na final da Liga Europa; depois da seleção holandesa ganhar esperanças mínimas de alcançar a repescagem nas eliminatórias para a Copa de 2018 (mesmo que para isso tenha o gigantesco desafio de vencer a França em pleno Stade de France, em agosto); enfim, só depois de um trepidante mês de maio, é possível que a coluna faça sua tradicional retrospectiva da temporada do Campeonato Holandês.

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De certa forma, uma retrospectiva entristecida, com a impressão de que, após se ver como centro das atenções (como havia muito não era), o futebol holandês já voltou à rotina de ser apenas entreposto para outros mercados. Mercados valiosos, como o inglês, que deu a Davy Klaassen a chance de que ele precisava para despontar de vez no Everton, e o alemão, que abriu para Peter Bosz a chance de se converter num técnico de ponta caso aproveite a chance de ouro no Borussia Dortmund. Mercados periféricos, como o turco, que abriu uma possibilidade de mais dinheiro a Eljero Elia graças à transferência para o ascendente Basaksehir, e o suíço, no qual o Basel (garantido na fase de grupos da Liga dos Campeões) foi tentação grande demais para Ricky van Wolfswinkel ficar no Vitesse.

Enfim, enquanto vai voltando à vida comum, o futebol holandês ainda se reavalia. Coisa que a coluna também faz, com o início desta análise de temporada.

Heracles Almelo

heracles

Colocação final: 10º lugar, com 43 pontos
Técnico: John Stegeman
Maiores vitórias: Heracles Almelo 4×0 Excelsior (23ª rodada) e Heracles Almelo 4×0 ADO Den Haag (33ª rodada)
Maior derrota: AZ 5×1 Heracles Almelo (14ª rodada)
Principal jogador: Samuel Armenteros (atacante)
Artilheiro: Samuel Armenteros (19 gols)
Quem mais partidas jogou: Bram Castro (goleiro) e Joey Pelupessy (meio-campista), que jogaram todas as 34 partidas
Copa nacional: eliminado nas oitavas de final, pelo Sparta Rotterdam
Competição continental: Liga Europa (terceira fase preliminar, eliminado pelo Arouca-POR)
Conceito da temporada: regular

Quando o returno começou, o Heracles Almelo ainda sonhava em repetir o ótimo desempenho da temporada passada: alcançar os play-offs por vaga na Liga Europa e, quem sabe, disputar de novo uma competição continental, como fizera pela primeira vez na temporada passada. Porém, três derrotas nas três rodadas iniciais do returno praticamente acabaram com tal sonho: o equilíbrio na disputa dos lugares do play-off não permitia esse tipo de tropeço. O que não quer dizer que o time de Almelo fraquejou definitivamente. Entre vitórias e derrotas (só um empate no returno), alguns jogadores mantiveram boas atuações.

Um bom exemplo foi o meio-campista Thomas Bruns, que jogando bem conseguiu uma transferência para o Vitesse. Mas o principal deles, sem dúvida alguma, foi Samuel Armenteros. Mesmo com a concorrência na disputa da artilharia do campeonato, o atacante sueco – descendente de cubanos – impressionou tanto com seus 19 gols que ganhou a primeira convocação para a seleção de seu país (e já marcou gol!). Assim, graças aos gols de Armenteros e ao entrosamento vindo da temporada passada, o Heracles conseguiu uma manutenção segura e honrosa na primeira divisão. Não surpreendeu positivamente como em 2015/16, mas não passou perigo algum. Para o nível de exigência da torcida, já serve.

ADO Den Haag

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Colocação final: 11º lugar, com 38 pontos
Técnico: Zeljko Petrovic (até a 21ª rodada) e Alfons “Fons” Groenendijk
Maior vitória: ADO Den Haag 4×1 Roda JC (28ª rodada) e ADO Den Haag 4×1 Excelsior (34ª rodada)
Maior derrota: AZ 4×0 ADO Den Haag (27ª rodada) e Heracles Almelo 4×0 ADO Den Haag (33ª rodada)
Principal jogador: Édouard Duplan (meio-campista/atacante)
Artilheiro: Mike Havenaar (9 gols)
Quem mais partidas jogou: Édouard Duplan (atacante), com 33 partidas
Copa nacional: eliminado nas oitavas de final, pelo Feyenoord
Competição continental: nenhuma
Conceito da temporada: ruim/regular

Na metade da temporada, o ADO Den Haag já dava a incômoda e perigosa impressão de que os problemas internos entre o chinês Hui Wang, mecenas do clube, e o Conselho Deliberativo começariam a respingar dentro de campo. O perigo de entrar na zona das três últimas posições era cada vez mais real. E pareceu inescapável, com o horrível desempenho do início do returno: quatro derrotas nas quatro primeiras partidas. Já a perigo antes, o técnico Zeljko Petrovic foi a vítima: perdeu o cargo. Alfons “Fons” Groenendijk chegou com a responsabilidade tremenda de reabilitar um elenco que podia se manter na primeira divisão, mas não vinha demonstrando velocidade em campo – e nem muita vontade. Pois bem: conseguiu, começando com a escolha de uma base mais fixa para a equipe.

Aos poucos, o ataque voltou a se estabilizar, com o trio formado por Sheraldo Becker, Mike Havenaar e Édouard Duplan. Jogadores que eram coadjuvantes cresceram de produção, como o meio-campista Nasser El Khayati. E a recompensa pela reação consistente veio no fim da temporada: uma ótima sequência de cinco partidas sem derrotas num momento decisivo (quatro vitórias e uma derrota, entre a 28ª e a 32ª rodadas), coroada com o 1 a 0 sobre o Sparta, fora de casa, que garantiu a salvação, até mais precocemente do que o esperado em Haia. Respirando aliviado, agora caberá ao Den Haag tentar apagar o incêndio que vai e volta do lado de fora do campo.

Excelsior

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Colocação final: 12º lugar, com 37 pontos
Técnico: Mitchell van der Gaag
Maior vitória: Excelsior 4×1 Heerenveen (26ª rodada)
Maior derrota: Feyenoord 4×1 Excelsior (6ª rodada) e ADO Den Haag 4×1 Excelsior (34ª rodada)
Principal jogador: Nigel Hasselbaink (atacante)
Artilheiro: Nigel Hasselbaink (10 gols)
Quem mais partidas jogou: Khalid Karami (lateral esquerdo), com 33 partidas
Copa nacional: eliminado na segunda fase, pelo Feyenoord
Competição continental: nenhuma
Conceito da temporada: regular

O time do bairro de Kralingen, em Roterdã, foi outro caso de reação que veio quando menos se esperava. Já tendo passado sete jogos sem vitória no primeiro turno, voltou da pausa de inverno e viu a situação ficar pior ainda: foram mais oito partidas sem conseguir os três pontos. Certo, havia jogadores com alguma técnica (o lateral esquerdo Khalid Karami, o meio-campista Luigi Bruins, os atacantes Mike van Duinen e Nigel Hasselbaink), o zagueiro Jürgen Mattheij impunha algum respeito… mas de nada adiantaria, se o Excelsior fosse passar outra temporada suando para não cair, com repescagem e tudo o mais.

Até que o clube melhorou. E para sua sorte, esse ligeiro crescimento veio na fase final da temporada, com resultados até surpreendentes. Primeiro, o empate contra o Ajax, em casa. Depois, uma sequência de quatro vitórias, entre a 30ª e a 33ª rodadas, para assegurar outra permanência inesperadamente fácil na primeira divisão. Três dessas vitórias merecem destaque: o 3 a 2 fora de casa contra o Sparta, o 1 a 0 contra o NEC (o resultado que sacramentou a salvação) e, claro, o impressionante 3 a 0 no virtual campeão Feyenoord. Serviu para entronizar um herói: o atacante Nigel Hasselbaink, sobrinho DAQUELE Hasselbaink. E para fazer a torcida se aliviar antes do que quase toda a Holanda esperava.

Willem II

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Colocação final: 13º lugar, com 36 pontos
Técnico: Erwin van de Looi
Maiores vitórias: Vitesse 0x2 Willem II (22ª rodada), Excelsior 0x2 Willem II (24ª rodada), Willem II 2×0 Zwolle (26ª rodada) e Willem II 2×0 Go Ahead Eagles (31ª rodada)
Maior derrota: PSV 5×0 Willem II (30ª rodada)
Principais jogadores: Fran Sol (atacante) e Kostas Lamprou (goleiro)
Artilheiro: Fran Sol (10 gols)
Quem mais partidas jogou: Kostas Lamprou (goleiro), que jogou todas as 34 partidas
Copa nacional: eliminado na 1ª fase, pelo Ajax
Competição continental: nenhuma
Conceito da temporada: regular

Durante boa parte do campeonato, o Willem II trabalhou numa situação limítrofe. Dependendo dos resultados das rodadas, podia tanto aspirar a um lugar na repescagem valendo vaga para a Liga Europa como temer um escorregão decisivo para a luta contra a repescagem de acesso/descenso. E durante a maior parte do returno, os Tricolores esperavam que a primeira opção se concretizasse. Talento para isso, havia. No gol, Kostas Lamprou superou as inseguranças do ano passado e foi dos melhores goleiros do campeonato; no meio-campo, Erik Falkenburg repetia as boas temporadas que vem fazendo; no ataque, mesmo se alternando entre banco e campo, o espanhol Fran Sol comprovava o acerto de sua contratação.

A esperança aumentou entre a 24ª e a 27ª rodadas, com o time indo à 9ª posição (que valia lugar nos play-offs, com AZ e Vitesse, finalistas da copa, na mesma região, abrindo vaga). Porém, se clubes como ADO Den Haag e Excelsior reagiram na fase final da temporada, os Tilburgers fizeram o caminho inverso: foram seis derrotas nas últimas sete rodadas. E o sonho do torneio continental virou um alarmante 13º lugar. Certo, foi uma temporada até mais segura do que a do Zwolle, por exemplo. Mas ficou o alerta: o Willem II precisará ser mais regular se quiser estabilizar-se no meio da tabela. Time para isso, tem.

Zwolle

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Colocação final: 14º lugar, com 35 pontos
Técnico: Ron Jans
Maiores vitórias: Zwolle 3×1 Go Ahead Eagles (11ª rodada), Zwolle 3×1 Vitesse (25ª rodada) e Go Ahead Eagles 1×3 Zwolle (27ª rodada)
Maior derrota: Groningen 5×1 Zwolle (31ª rodada)
Principal jogador: Queensy Menig (atacante)
Artilheiro: Queensy Menig (9 gols)
Quem mais partidas jogou: Mickey van der Hart (goleiro), que jogou todas as 34 partidas
Copa nacional: eliminado nas oitavas de final, pelo Utrecht
Competição continental: nenhuma
Conceito da temporada: ruim

Em antepenúltimo lugar, ao final do primeiro turno?! Este não era o Zwolle que se notabilizou nas últimas temporadas por ser um pequeno desafiante de graúdos. A decepção deixava claro que algo precisava ser feito nas 17 rodadas finais. Mudar o esquema de jogo. Contratar jogadores. Quem sabe, no limite, até demissões. Mas o rebaixamento seria indigno de um clube com um dos melhores trabalhos da Holanda para tentar se estabilizar na primeira divisão. E os Zwollenaren fizeram algo: estabilizaram o esquema tático no velho 4-2-3-1 que tão certo deu nos três anos recentes. Não se pode dizer que o êxito foi total: afinal, já no princípio do returno o técnico Ron Jans anunciou que deixaria o clube onde foi tão feliz, com títulos de copa e supercopa nacionais, antes impensáveis para um pequeno clube holandês.

Ainda assim, aos poucos os jogadores se estabilizaram. Isolado na frente, Nicolai Brock-Madsen começou a fazer gols e se tornou a referência de que o time precisava. Queensy Menig cresceu muito em termos técnicos, virando destaque. Na lateral esquerda, o futebol de Django Warmerdam também despontou – a ponto de garantir a ele uma transferência para o Groningen, no fim da temporada. Algumas boas partidas vieram, como o empate com o Feyenoord. E a duras penas (foi o penúltimo colocado nos jogos em casa!), o Zwolle se manteve na primeira divisão, possibilitando o melhor fim possível para uma temporada difícil: permanência, torcida tranquilizada, Ron Jans saindo com todas as homenagens etc. Caberá ao ex-jogador John van’t Schip comandar a próxima fase do projeto – e a contratações úteis, como o retornado goleiro Diederik Boer, ajudarem os “Dedos Azuis” a passarem menos sustos em 2017/18.

Sparta Rotterdam

Rotterdam - voetbal -  Jong Sparta - Jong Roda JC -  rentree Michel Breuer - foto Carla Vos/Cor Vos © 2014

Colocação final: 15º lugar, com 34 pontos (na frente pelo melhor saldo de gols)
Técnico: Alex Pastoor
Maior vitória: Zwolle 0x3 Sparta Rotterdam (2ª rodada)
Maior derrota: Feyenoord 6×1 Sparta Rotterdam 1 (15ª rodada)
Principais jogadores: Michel Breuer (zagueiro) e Martin Pusic (atacante)
Artilheiro: Martin Pusic (6 gols)
Quem mais partidas jogou: Roy Kortsmit (goleiro), com 33 partidas
Copa nacional: eliminado nas semifinais, pelo Vitesse
Competição continental: nenhuma
Conceito da temporada: ruim

É possível um time que fez campanha ruim terminar a temporada ainda sorrindo? Bem, no caso do Sparta, é um sorriso meio sem graça, mas… é possível. Até porque, bem ou mal, é um dos únicos times da Eredivisie que poderá bater no peito e dizer que derrotou o campeão Feyenoord (1 a 0, na 25ª rodada). Mesmo assim, seguiu no returno a irregularidade vista na primeira metade da temporada. Se há pontos positivos, eles foram vistos na defesa: a linha de quatro nomes (Denzel Dumfries, Michel Breuer, Sherel Floranus e Rick van Drongelen) foi ganhando algum entrosamento, na temporada. E o goleiro Roy Kortsmit fez algumas partidas muito boas.

Porém, nada disso evitava más sequências de resultados. Inclusive, com derrotas entre a 28ª e a 32ª rodadas, acreditou-se que os Kasteelheren é que iriam para a repescagem contra a queda. Seria necessário um esforço final. Aí apareceram aquele que, talvez, foi o destaque do time alvirrubro no returno. Vindo em janeiro, o atacante austríaco Martin Pusic fizera três gols no campeonato. Nas duas últimas partidas, decisivas para o Sparta, Pusic deixou mais três na rede: o gol da vitória sobre o Twente (1 a 0 fora de casa), e mais dois na vitória salvadora sobre o Go Ahead Eagles (3 a 1), que manteve o time de Roterdã diretamente na Eredivisie. Pelo menos, um tempo foi ganho para que os Spartanen se recomponham.

NEC

nec

Colocação final: 16ª colocação, com 34 pontos – rebaixado via repescagem
Técnicos: Peter Hyballa (até a 32ª rodada) e Ron de Groot
Maior vitória: NEC 3×0 ADO Den Haag (16ª rodada)
Maior derrota: Ajax 5×0 NEC (13ª rodada)
Principal jogador: Mohamed Rayhi (atacante)
Artilheiro: Jay-Roy Grot (5 gols)
Quem mais partidas jogou: Joris Delle (goleiro), que jogou todas as 34 partidas
Copa nacional: eliminado na primeira fase, pelo NEC
Competição continental: nenhuma
Conceito da temporada: péssimo

Na análise de intertemporada, já se apontava uma certa irregularidade do time de Nijmegen. Ainda assim, notava-se que havia paciência da torcida com o trabalho do técnico alemão Peter Hyballa – e era justo reconhecer o talento técnico (principalmente no meio-campo, com Ferdi Kadioglu, Mohamed Rayhi e Kévin Mayi). Porém, como nem só de ataque se faz uma equipe de futebol, o NEC continuou tropeçando. Pior: a partir da 20ª rodada, os tropeços ficaram cada vez mais regulares. Basta dizer: da 20ª à 32ª rodada, com exceção do 3 a 1 sobre o Heracles Almelo (25ª rodada), os Nijmegenaren só conheceram derrotas. Nem ao menos um empate para aliviar a situação.

Os momentos mais dramáticos vieram no 2 a 1 para o Vitesse – justo no “Dérbi da Géldria” (província holandesa onde estão Arnhem e Nijmegen, as cidades dos dois clubes) – e no vexatório 5 a 1 para o Ajax, em casa, na 30ª rodada. Curiosamente, mesmo com tantas derrotas, foi somente após esta que a equipe entrou na zona de repescagem/rebaixamento, de onde não saiu mais. A paciência com Peter Hyballa acabou, e veio sua demissão. Na repescagem, sob Ron de Groot, o melancólico fim das chances de permanência, com as derrotas para o NAC Breda e a queda. Que deu início à crise interna, com saída de vários diretores. Talvez porque o NEC não esperasse o rebaixamento que veio. Punição dura, mas justa, para a brusca queda no returno.

Roda JC

leer

Colocação final: 17º lugar, com 33 pontos – manteve-se na Eredivisie via repescagem
Técnico: Yannis Anastasiou (até os play-offs de acesso/descenso) e Huub Stevens
Maior vitória: Roda JC 4×0 Excelsior (20ª rodada)
Maior derrota: Feyenoord 5×0 Roda JC (7ª rodada)
Principal jogador: Benjamin van Leer (goleiro) e Mikhail Rosheuvel (atacante)
Artilheiro: Abdul Ajagun (5 gols)
Quem mais partidas jogou: Benjamin van Leer (goleiro), que jogou todas as 34 partidas
Copa nacional: eliminado na primeira fase, pelo PSV
Competição continental: nenhuma
Conceito da temporada: péssimo

Pois é: de novo, o Roda JC não tomou jeito. Entrando na história do mecenas helvético-russo Aleksandr Korotaev (que terminou a temporada preso nos Emirados Árabes), os Koempels passaram o returno todo brigando contra o rebaixamento. Das 17 rodadas do returno, passou apenas cinco fora das três últimas posições. Pior: ia pessimamente nos jogos fora de casa, sendo o penúltimo colocado do campeonato atuando fora de seus domínios. Havia gente que tentava ajudar, como o meio-campista Abdul Ajagun, o atacante Mikhail Rosheuvel – e, principalmente nas rodadas finais da temporada, o goleiro Benjamin van Leer (contra o AZ, fora de casa, na 30ª rodada, Van Leer chegou a defender um pênalti, mantendo o empate em 1 a 1).

Vitórias contra Sparta Rotterdam e Willem II até deram esperança da salvação direta, mas duas derrotas, contra Utrecht e Vitesse (esta, na última rodada), impuseram a disputa da repescagem contra a queda. Nela, o técnico Yannis Anastasiou já não estaria: antecipou sua saída já confirmada para o Kortrijk, da Bélgica. Huub Stevens, contratado para ser diretor técnico a partir de 2017/18, aceitou quebrar o galho nas quatro partidas decisivas. Contra o Helmond Sport, Gyliano van Velzen salvou: marcou o gol do empate por 1 a 1 no jogo de volta, garantindo a vantagem do 1 a 0 feito na ida. E na decisão da permanência, contra o MVV Maastricht, um 0 a 0 a duras penas na ida, e a vitória salvadora, por 1 a 0. Pois é: de novo, o Roda JC ficou. Só espera que tenha aprendido a lição, após outra temporada suando.

Go Ahead Eagles

antonia

Colocação final: 18º colocado, com 23 pontos – rebaixado
Técnico: Hans de Koning (até a 23ª rodada) e Robert Maaskant
Maior vitória: Go Ahead Eagles 3×0 Excelsior (8ª rodada)
Maior derrota: Feyenoord 8×0 Go Ahead Eagles (27ª rodada)
Principal jogador: Jarchinio Antonia (atacante)
Artilheiro: Sam Hendriks (atacante), com 8 gols
Quem mais partidas jogou: Theo Zwarthoed (goleiro), que jogou todas as 34 partidas
Copa nacional: eliminado na segunda fase, pelo Jodan Boys
Competição continental: nenhuma
Conceito da temporada: ruim

“Mas como? Se o Go Ahead Eagles foi o último colocado – e como tal, o único rebaixado diretamente à segunda divisão -, como ele pode ter feito uma temporada apenas ruim?!”, perguntará o leitor. Simples: porque o time de Deventer fez o que era esperado. Já subira na temporada passada sabendo que o objetivo principal nesta era tentar escapar da volta imediata à Eerste Divisie. E tentaria fazê-lo com uma diferença quase extrema de arrecadação em relação ao resto dos times da Eredivisie – segundo o Transfermarkt, o valor de mercado do GAE é quase 6 milhões de euros menor que o do Roda JC, para se ter uma ideia. E o Kowet tentou, é muito justo reconhecer.

Quando nada, porque foi o primeiro time da Eredivisie a ter imposto uma derrota ao futuro campeão Feyenoord, na 12ª rodada. Sem contar que Jarchinio Antonia e Sam Hendriks até mostravam velocidade e um pouco de talento. Porém, no returno ficou claro que as chances de sobrevivência da equipe aurirrubra na primeira divisão eram irrisórias. Duas vitórias em sequência, contra ADO Den Haag e NEC até deram um resto de esperança. Que acabou com a rotina de derrotas – inclusos aí tanto um inapelável 8 a 0 do Feyenoord quanto um dramático 3 a 2 do Groningen, no último minuto. E o Go Ahead Eagles caiu, previsivelmente (pior equipe do campeonato, em casa e fora dela). Se serve de consolo, caiu lutando com as armas que tinha.

Trivela

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