Trivela

Quarta-feira, 15h45, horário de Brasília. Na TV, mais um filme que é passado pela enésima vez, com aqueles personagens queridos por muitos, que tiram sorrisos de quem assiste. Poderia ser a Sessão da Tarde? Poderia. No caso, até era para quem sintonizou na Globo e assistia, nesse momento, Edward Mãos de Tesoura. Já quem colocou na Band, no Esporte Interativo ou abriu o Globoesporte.com na internet, assistiu Real Madrid 3×0 Apoel, que, basicamente, não foi diferente de um filme repetido passado pela enésima vez.

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O jogo foi mais uma edição daquele famoso embate de um gigante, no caso o Real Madrid, contra um dos muitos times que não conseguem fazer frente. O Apoel tem seus méritos por chegar à fase de grupos, depois de passar por fases preliminares. Infelizmente para o time cipriota, enfrentar times como o Real Madrid é um pouco demais. Fez o que foi possível, mais uma vez. E tomou uma goleada, também como se esperava.

Alguém há de lembrar que o time foi às quartas de final do torneio, na temporada 2011/12. Bom, aconteceu por uma conjunção de fatores, que passaram de um grupo um pouco mais tranquilo com Porto, Zenit e Shakhtar, além de um confronto nas oitavas de final contra o Lyon, que vinha mal. Será uma campanha muito comemorado pelo time do Chipre, mas que dificilmente se repetirá nesse formato.

A chamada do jogo desta quarta bem que poderia ser algo como esse clássico vídeo sobre a Sessão da Tarde:

Em campo, o técnico Zinedine Zidane escalou o time no 4-3-3, com Casemiro, Modric e Kovacic no meio e Isco um pouco mais avançado, quase como atacante. Bale e Cristiano Ronaldo mais no ataque. Os gols saíram com a naturalidade que esse tipo de jogo sempre tem. Isco partiu pelo meio, fez belo drible e abriu na esquerda para Bale. O camisa 11 cruzou rasteiro, a bola passou por todo mundo até chegar aos pés de Cristiano Ronaldo. Com um toque, ele abriu o placar: 1 a 0 Real Madrid. Seu 106º gol na Champions League.

Aos cinco minutos do segundo tempo, Bale cruzou para a área da esquerda e a bola aparentemente toca no ombro de Roberto Lago. O árbitro apontou a marca do pênalti. Cristiano Ronaldo foi lá e cobrou para marcar mais um: 2 a 0. O atacante, curiosamente, pegou a bola no fundo da rede, um gesto típico de quem está perdendo o jogo. Talvez querendo mais gols, em busca de recordes.

Teve golaço também. Sergio Ramos desarmou, tocou a bola para Marcelo na esquerda e partiu para a área. O lateral brasileiro cruzou para a área, Bale tentou o toque de cabeça, a bola desviou na defesa, mas Ramos deu uma bicicleta já na pequena área para marcar. É, foi uma bicicleta assim, sem pegar exatamente em cheio, não foi daquelas com uma pedalada bonita, com 12 marchas ou algo assim. Mas bola na rede.

Cristiano Ronaldo, suspenso no Campeonato Espanhol, parecia cheio de vontade. Recebeu um cruzamento rasteiro e muito bem feito para marcar mais um. Completamente impedido e corretamente anulado pela arbitragem. Foi uma das emoções de um jogo que, bom, teve pouca emoção, se é que teve alguma. Antes, quando o placar ainda apontava 1 a 0 no início do segundo tempo, ele reclamara de uma vbola que teria entrado em uma finalização sua. Em vão. Até porque a Champions League conta com tecnologia na linha do gol, que deixou claro que a bola não entrou.

A essa altura, na Globo, a Sessão da Tarde já tinha terminado. Começou algo que poderia tranquilamente também ser a Champions League: “Vale a pena ver de novo”, aquele programa clássico que reprisa novelas do imenso acervo da Globo. A novela reprisada, aliás, fez muito sucesso na época: “Senhora do Destino”. A trama traz grandes atrizes como protagonistas: Susana Vieira (Do Carmo) e Renata Sorrah (A inesquecível Nazaré Tedesco). O Real Madrid também trouxe protagonistas consagrados: Cristiano Ronaldo e Sergio Ramos. Grandes protagonistas, mas a história foi repetida.

Abaixo, o vídeo com os melhores momentos do jogo, cortesia do Esporte Interativo:

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