Trivela

Grupo A: Manchester United, Benfica, Basel e CSKA Moscou

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12 de setembro de 2017 às 0:11

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Por Bruno Bonsanti

O primeiro grupo desta fase da Champions League é muito parecido com o da temporada 2011/12, trocando o Otelul Galati pelo CSKA Moscou. Naquela ocasião, Alex Ferguson usou equipes alteradas para as partidas europeias e, na hora H, não conseguiu o resultado que precisava contra o Basel e foi eliminado. José Mourinho provavelmente não cometerá o mesmo erro, principalmente porque o Manchester United também saiu na fase de grupos na última vez em que disputou a competição – com Van Gaal, em 2015/16. A expectativa é por uma briga pela primeira posição com o Benfica muito bem treinado por Rui Vitória. Basel e CSKA Moscou correm por fora e, provavelmente, brigarão por acesso à Liga Europa por meio do terceiro lugar.

Jogador-chave

Paul Pogba (Manchester United)

Pogba, do Manchester United

Pogba, do Manchester United

Foi curto o reinado de Pogba como o jogador mais caro da história. A gastança desenfreada da última janela de transferências o derrubou à terceira posição – quarta, se considerarmos o que o Paris Saint-Germain pagará por Mbappé ao fim do seu “empréstimo”. Mas isso pouco importa para o francês que teve uma primeira temporada de altos e baixos na Inglaterra, junto com o resto do time do Manchester United. Mais adaptado ao futebol inglês, sua missão é liderar o meio-campo dos Red Devils na tentativa de recuperar o protagonismo que o clube uma vez teve na Champions League e desapareceu após a aposentadoria de Alex Ferguson.

A contratação

Nemanja Matic (Manchester United)

Nemanja Matic, do Manchester United (Foto: Getty Images)

Nemanja Matic, do Manchester United (Foto: Getty Images)

A contratação mais badalada do Manchester United foi Romelu Lukaku, artilheiro pelo Everton, que foi a Old Trafford marcar os gols que os Red Devils precisam. Mais ainda depois da lesão séria de Zlatan Ibrahimovic. O grande pulo do gato, no entanto, foi tirar Matic do Chelsea. Mourinho não apenas enfraqueceu um rival direto da briga pelo título como também encontrou uma rara peça para equilibrar o seu meio-campo. Um meia muito bom na marcação e com qualidade para ajudar na construção das jogadas.

Fique de olho

Ricky van Wolfswinkel (Basel)

Ricky van Wolfswinkel, pelo Vitesse (Foto: Getty Images)

Ricky van Wolfswinkel, pelo Vitesse (Foto: Getty Images)

Ricky van Wolfswinkel é, em primeiro lugar, um nome muito legal de falar em voz alta. Em segundo lugar, o artilheiro do Basel. O holandês marcou seus golzinhos no Campeonato Holandês, com as camisas do Utrecht e do Vitesse, e mais alguns pelo Sporting. Foi contratado pelo Norwich, por £ 9 milhões, e foi mal, emprestado duas vezes para Saint-Étienne e Bétis. Retornou ao Vitesse ano passado e marcou 20 vezes em 32 rodadas da Eredivisie, vice-artilheiro da competição. Foi contratado pelo Basel e já tem sete gols nas sete primeiras rodadas do Campeonato Suíço. Fez pelo menos um nas últimas seis partidas.

O brasileiro

Gabriel Barbosa (Benfica)

Gabriel Barbosa, do Benfica

Gabriel Barbosa, do Benfica

Gabigol não se deu bem na sua primeira temporada na Europa. Teve lugar cativo no banco de reservas da Internazionale, independente de quem fosse o treinador, e precisou sair para buscar tempo de jogo. Encontra um bom cenário no Benfica, um clube acostumado a desenvolver talento puro e a lidar com brasileiros. Ainda não entrou em campo vestido de vermelho, mas conhecemos o seu grande potencial.

História

A grande ambição de Matt Busby era vencer a Copa dos Campeões. O seu primeiro time com condições de conquistá-la foi destruído pelo desastre aéreo de Munique, em 1958. Extraordinariamente, demorou apenas uma década para que Busby reconstruísse o Manchester United a ponto de golear o Benfica de Eusébio na decisão de 1968. Bobby Charlton e George Best comeram a bola na vitória por 4 a 1, com três gols na prorrogação disputada na capital inglesa.

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