Trivela

Copa do Mundo

A aposentadoria de Zlatan Ibrahimovic da seleção da Suécia fez com que o time precisasse buscar um novo capitão. O escolhido foi o zagueiro Andreas Granqvist, de 32 anos. Natural de Helsingborg, onde, aliás, começou a carreira, o zagueiro se tornou o símbolo do que fez a Suécia garantir uma vaga à Copa 2018. Em Milão, comandou a defesa que não sofreu nenhum gol da Itália.

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O empate por 0 a 0 em Milão veio com um esforço muito grande dos suecos para não sucumbirem diante da pressão da Itália e das 72 mil pessoas no estádio em San Siro. Os italianos forçaram em campo e houve até vaia ao hino sueco antes do jogo – o que deixou alguns jogadores enfurecidos. Motivação não faltava. E o desempenho de Granqvist e dos seus companheiros mostrou isso.

“Eu senti que era a última chance. Eu estive em três Eurocopas, mas não em Copa do Mundo, que é a maior. Além disso, houve muita alegria e emoção. Não apenas vamos para a Copa do Mundo, como vencemos uma campeã mundial no seu estádio”, disse Granqvist.

“Não sofrer gols em dois jogos com essa pressão é obviamente incrível. Eu nunca pensei que ficarei tão nervoso por uma partida e houve muitas emoções depois disso. Mas esse grupo conseguiu fazer isso. É indescritível”, contou o zagueiro do time.

Granqvist jogou pelo Genoa, da Itália, entre 2011 e 2013. Tem carinho pelo país que jogou e teve uma boa fase. Atualmente, tem contrato com o Kransnodar, da Rússia, que acaba em junho do próximo ano. Justamente quando começa a Copa do Mundo. “Seria divertido se os dois países estivessem na Copa, mas não aconteceu. Terminar a minha passagem pela Rússia com uma Copa do Mundo lá é maravilhoso”.

Muitos suecos não acreditaram na classificação, especialmente porque a Suécia ficou no mesmo grupo de França e Holanda. Mas o time superou os holandeses, conseguiu uma vitória com a França e o segundo lugar no grupo, garantindo vaga na repescagem. “Nós não sabíamos onde estávamos, mas começamos bem contra a Holanda e conquistamos um ponto e então seguimos adiante”, contou o capitão da Suécia.

Depois, ainda foi preciso superar a Itália, quatro vezes campeã mundial. “Eu tive uma conversa com Janne [Andersson, técnico da Suécia] imediatamente depois do sorteio. Nós ficamos irritados que fomos sorteados contra a Itália, mas nós dissemos: ‘Nós podemos resolver isso’. Nós acreditamos e todo mundo acreditou no time, se não isso nunca teria funcionado”.

Depois do resultado fantástico contra a Itália, Granqvist lembrou da promessa que fez. “Você precisa cumprir suas promessas e eu disse que eu rasparia a cabeça de nós fôssemos para a Copa do Mundo”, declarou o zagueiro depois do jogo em San Siro.

Granqvist vai liderar a seleção sueca na Rússia. E começará a conhecer o seu destino no dia 1º de dezembro, quando o sorteio definirá os grupos da Copa 2018. O zagueiro terá a chance de jogar uma Copa do Mundo, algo que parecia difícil, mas aconteceu.

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