Trivela

Espanha

Filipe Luís tem três paixões. Uma delas, obviamente, é o futebol, seu ganha-pão. A segunda é o cinema, que o ajudou a aprender inglês – decorou um Sonho de Liberdade. A terceira é a ciência, mais especificamente a astrofísica.

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“Sou fascinado pela ciência. É minha grande paixão junto com o futebol e o cinema”, afirmou, em entrevista ao jornal El Mundo. “Sou apaixonado pela astrofísica, como nem os melhores cérebros são capazes de responder todas as perguntas e, a cada uma que respondem, aparecem outras dez. Preciso entender, embora saiba que nunca entendermos tudo. Fico impressionado com a sensação de que somos apenas uma anedota no universo. Coloca os seus pés no chão”.

Filipe Luís não acredita na velha dicotomia de que ciência e religião são duas correntes excludentes. “Eu amo misturar a ciência com a religião. Sou religioso e gosto de buscar a explicação científica para a religião e a religiosa para a ciência, combinar dois mundos a priori tão separados”, explicou.

Poderia ter sido cientista? “Acho que não é para tanto. Só sei resolver o cubo mágico porque alguém mais inteligente do que eu resolveu antes e me ensinou os truques”, brincou.

Parece evidente que o brasileiro tornou-se um jogador de futebol diferente da maioria dos seus companheiros que, segundo ele, vivem em uma bolha. “Uns 80%. Principalmente os jovens, que querem imitar seus ídolos”, afirma. “Acreditam que se colocarem uma bolsa de marca debaixo do braço, sapatos de 400 euros e oito tatuagens, já são estrelas, e que apenas por isso as pessoas vão respeitá-los. Esquecem o mundo real. É a clássica bolha do jogador de futebol: subir as escadas e comprar um carro com seu primeiro salário”.

E o que Filipe Luís fez com seu primeiro salário? “Comprei um carro”, responde, rindo. “Quando você cresce, percebe que até para o Maradona um dia isso acaba e o mais importante é estar preparado para a vida depois, mas, antes, quase todos cometemos os mesmos erro. Eu também tive meus momentos de sair ou beber mais do que deveria. Felizmente, meu pai me devolveu ao caminho certo”.

No Campeonato Espanhol, o Atlético de Madrid de Filipe Luís persegue o Barcelona, que começou a temporada em crise, mas venceu as sete primeiras rodadas. “Messi é tão bom que poderia ganhar a Liga sozinho com uma equipe medíocre, o que não é o caso”, analisou. “Mas o Barça se mantém em cima todos esses anos por causa dele. Porque o Barça tem facilidade para criar polêmicas internas constantes. Parece que gostam disso. Mas é Messi é tão bom, tããããão bom, que os sustenta, independente do que estiver acontecendo em volta”.

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