Trivela

Liga Europa

Antoine Griezmann foi o nome mais importante da final da Liga Europa nesta quarta-feira. O atacante francês marcou os dois gols do Atlético de Madrid na vitória por 3 a 0 sobre o Olympique de Marseille, em Lyon, garantindo mais uma taça para os Colchoneros. Foi o terceiro título do time na competição, depois de conquistar em 2009/10 e 2011/12. Depois da frustração na final da Champions League de 2015/16, quando Griezmann perdeu um pênalti durante o jogo. Passou raspando. Não desta vez. Griezmann termina a Liga Europa com oito jogos, seis gols e três assistências. E dois gols na final.

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O Olympique de Marseille foi quem deu a saída de bola. E usou uma estratégia que tem sido comum para o time: dá um bico para a lateral, no campo ofensivo, para pressionar o adversário na lateral. Algo que parece sempre muito estranho. Em tempo, não deu muito certo. Logo a três minutos, um ótimo contra-ataque do Marseille. A bola passou por Payet, Thauvin, Payet novamente, que colocou Germán na cara do gol. O atacante chutou por cima do gol e desperdiçou. Um bom início para o time francês e um indício de bom jogo do seu craque e capitão, Payet.

Só que isso durou pouco. O Atlético de Madrid retomou o controle do jogo à sua maneira, trazendo o time adversário para o seu campo, mas sem oferecer espaço na sua defesa. Partia, assim, com o espaço nas costas da defesa marselhesa. Mas não foi essa estratégia que funcionou para que o primeiro gol do jogo saísse.

Aos 21 minutos, o Atlético de Madrid subiu a marcação para tentar cortar a linha de passe do Marseille. O time francês, curiosamente, tentava sair jogando. Mantinha a posse de bola, nesse caso, mesmo que na saída de bola tenha se livrado dela para marcar. Mandanda tentou um passe pelo meio, mas Anguissa não conseguiu dominar. Koke ajeitou a bola para Griezmann, frente a frente com o goleiro francês, seu compatriota, e ele não perdoou: 1 a 0. Foi a combinação de um erro do Marseille com uma decisão inteligente do Atlético de pressionar a saída, que estava falha.

Aos 32 minutos, o Marseille tomou um golpe forte: Payet teve que deixar o campo, machucado. O camisa 10, capitão do time, saiu de campo às lágrimas. Entrou em campo Maxime Lopez. Perdeu muito o time, que tinha no meia o seu jogador mais criativo. Diante da parede do Atlético, Thauvin não foi suficiente.

No segundo tempo, o Atlético de Madrid ampliou o placar logo no começo, ganhando uma enorme vantagem. O time espanhol tomou a bola de um lateral, Griezmann tocou para Koke, que avançou com velocidade e, com um passe, deixou Griezmann livre para entrar na área e o atacante tocou com muita categoria por cima do goleiro para marcar 2 a 0.

Com vantagem de dois gols no placar, vencer um time de Diego Simeone é uma tarefa das mais árduas. É um time muito complicado de ser superado. Defensivamente forte, controlou o jogo. Não sem sofrer. Deu algumas, poucas, chances para o Marseille, mas nunca esteve realmente em risco.

No final do jogo, aos 35 minutos, o Olympique de Marseille chegou à sua melhor chance até ali. Em um cruzamento para a área, Mitroglou cabeceou, a bola bateu na trave e voltou ao campo, mas não entrou.

O golpe de misericórdia veio aos 44 minutos. Em uma boa troca de passes, Diego Costa recebeu de Griezmann, encarou a marcação e tocou para Koke. O meia abriu o jogo para o lado direito, onde estava o capitão Gabi. Ele dominou e chutou cruzado, fechando o placar: 3 a 0. Taça para os Colchoneros, sexta do técnico Diego Simeone no comando do clube. Oito finais com Simeone, cinco vitórias. Em nenhuma das três que foi derrotado perdeu nos 90 minutos.

Simeone não pôde estar à beira do campo comandando o time nos jogos da semifinais e na final. Mesmo assim, seus auxiliares conseguiram manter o pique da remada e o time chegou a mais uma conquista. A era Simeone no comando dos Colchoneros ganha mais um capítulo vitorioso.

FICHA TÉCNICA

Olympique de Marseille 0x3 Atlético de Madrid

Local: Stade de Lyon, em Lyon (FRA)
Árbitro: Björn Kuipers (HOL)
Gols: Griezmann aos 21’/1T e aos 4’/2T, Gabi aos 44’/2T (Atlético de Madrid)
Cartões amarelos: Amavi, Luiz Gustavo, Njie (Marseille), Vrsaljko, Hernández (Atlético de Madrid)
Cartões vermelhos: nenhum

Olympique de Marseille             

Steve Mandanda; Bouna Sarr, Adil Rami, Luiz Gustavo e Jordan Amavi; André Zambo Anguissa e Morgan Sanson; Florian Thauvin, Dimitri Payet (Maxime Lopez aos 32’/1T) e Lucas Ocampos (Clinton Njie aos 10’/2T); Valère Germain (Kostas Mitroglou aos 29’/3T). Técnico: Rudi Garcia

Atlético de Madrid

Jan Oblak; Sime Vrsaljko (Juanfran, intervalo), José Maria Gimenez, Diego Godín e Lucas Hernández; Ángel Correa (Thomas Partey aos 43’/2T), Gabi, Saúl Ñíguez e Koke; Antoine Griezmann (Fernando Torres aos 45’/2T) e Diego Costa. Técnico: Diego Simeone

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