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Guia da Premier League 2017/18

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12 de agosto de 2017 às 21:00

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Começou, você já sabe. Por mais que a badalação sobre o Campeonato Inglês possa parecer exagerada, a intensidade vista em campo nos dois jogos que mais causaram atenção nesta primeira rodada da Premier League (Arsenal 4×3 Leicester e Chelsea 2×3 Burnley) já justificam um pouco do porquê o campeonato chama tanto a atenção de quem acompanha futebol, no mundo. Além do mais, o dinheiro que circula pelos clubes – de origem suspeita ou não – possibilita que até clubes menores quebrem seus recordes de transferência na janela. Um bom exemplo é o Brighton, que pagou 15 milhões de euros em Davy Pröpper, meio-campista do PSV, sem muitas dores de consciência.

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Sendo assim, nem se pode perder muito tempo. Eis o guia do Campeonato Inglês 2017/18 (sim, haverá guias das outras principais ligas ao longo da semana):

Arsenal
Özil, do Arsenal (Photo by Shaun Botterill/Getty Images)

Özil, do Arsenal (Photo by Shaun Botterill/Getty Images)

Técnico: Arsène Wenger
Destaque: Mesut Özil (meio-campista)
Fique de olho: Alexandre Lacazette (atacante)
Temporada passada: 5º colocado
Copas europeias: Liga Europa (fase de grupos)
Objetivo: Vaga nas competições continentais/título
Principais chegadas: Sead Kolasinac (D, Schalke 04-ING), Alexandre Lacazette (A, Lyon-FRA) e Joel Campbell (A, Sporting-POR)
Principais saídas: Wojciech Szczesny (G, Juventus-ITA), Yaya Sanogo (A, Toulouse-FRA)

É o de sempre: a torcida se exaspera com a falta de ambição do Arsenal temporada após temporada, a saída de Arsène Wenger é permanentemente cogitada, mas os acionistas rejeitam, todos se conformam… e Wenger segue no clube. Pelo menos, o time parece ter sido fortalecido pelas principais transferências vistas, diante do assistido contra o Leicester City. Menos por Sead Kolasinac, que reforçou uma defesa de atuação preocupante em seu miolo.

Mais por Alexandre Lacazette, promessa de gols que fortalece um ataque já relativamente confiável – não só pela capacidade de Mesut Özil em armar jogadas, mas pela confiabilidade de Olivier Giroud na área. Caso Alexis Sánchez não deixe os Gunners (é o provável, por enquanto), dá para esperar um time pronto tecnicamente. O problema é que, para a torcida, já não basta a técnica. Vontade e títulos são necessários no Arsenal, e faz tempo. Bem, quem sabe a Liga Europa se mostre mais acessível do que as falsas esperanças de sempre na Champions League…

Bournemouth
Ake, do Bournemouth (Photo by David Rogers/Getty Images)

Nathan Ake, do Bournemouth (Photo by David Rogers/Getty Images)

Técnico: Eddie Howe
Destaque: Joshua King (meio-campista/atacante)
Fique de olho: Nathan Aké (defensor)
Temporada passada: 9º colocado
Copas europeias: nenhuma
Objetivo: meio de tabela/vaga nas competições continentais
Principais chegadas: Asmir Begovic (G, Chelsea), Nathan Aké (D, Chelsea), Connor Mahoney (M, Blackburn Rovers) e Jermain Defoe (A, Sunderland)
Principais saídas: Mark Travers (G, Weymouth), Ryan Allsop (G, Blackpool), Jordan Lee (D, Torquay United) e Sam Surridge (A, Yeovil Town)

Para um clube promovido há apenas duas temporadas, conseguir a nona posição já na temporada passada é um bom sinal de que o trabalho está sendo feito com calma, sem querer dar passos maiores do que as pernas. E os Cherries têm augúrios ainda melhores para 2017/18: não só mantiveram Harry Arter e Joshua King, dois principais destaques da campanha anterior, mas também trouxeram gente capaz de manter o bom desempenho. Asmir Begovic é um goleiro seguro, Nathan Aké já se destacara na temporada passada e volta em definitivo, e Jermain Defoe é experientíssimo no futebol inglês. O Bournemouth tem tudo para fazer outra campanha tranquila. 

Brighton & Hove Albion 
Davy Pröpper, do Brighton (Photo by Mike Hewitt/Getty Images)

Davy Pröpper, do Brighton (Photo by Mike Hewitt/Getty Images)

Técnico: Chris Hughton
Destaque: Glenn Murray (atacante)
Fique de olho: Davy Pröpper (meio-campista)
Temporada passada: vice-campeão da segunda divisão
Copas europeias: nenhuma
Objetivo: escapar do rebaixamento
Principais chegadas: Mathew “Mat” Ryan (G, Valencia-ESP), Ales Mateju (D, Viktoria Plzen-TCH), Markus Suttner (D, Ingolstadt-ALE), Davy Pröpper (M, PSV-HOL), Isaiah “Izzy” Brown (M, Chelsea-ING), Pascal Gross (M, Ingolstadt-ALE) e Soufyan Ahannach (A, Almere City-HOL)
Principais saídas: David Stockdale (G, Birmingham City), Rob Hunt (D, Oldham Athletic) e Vegard Forren (D, Molde-NOR)

“Vice-campeão da segunda divisão? Resta apenas fugir da volta à Championship”. De fato, é mesmo a prioridade do Brighton para a temporada em que volta à elite, após 34 anos. O que não quer dizer que as Gaivotas deixaram de lado o parco orçamento que possuem (o menor da Premier League, junto do Huddersfield Town) para contratar. Trouxeram jogadores que podem ser úteis, como “Mat” Ryan, goleiro de certa experiência, e Davy Pröpper, que pode desenvolver seu nível técnico num campeonato melhor. Caso outros reforços ajudem, como “Izzy” Brown e Pascal Gross, o Brighton pode sonhar em permanecer na elite. 

Burnley
Jonathan Walters, do Burnley (Photo by Nathan Stirk/Getty Images)

Jonathan Walters, do Burnley (Photo by Nathan Stirk/Getty Images)

Técnico: Sean Dyche
estaque: Tom Heaton (goleiro)
Fique de olho: Jonathan Walters (atacante)
Temporada passada: 16º colocado
Copas europeias: nenhuma
Objetivo: escapar do rebaixamento
Principais chegadas: Phil Bardsley (D, Stoke City), Charlie Taylor (D, Leeds United), Jack Cork (M, Swansea) e Jonathan Walters (A, Stoke City)
Principais saídas: Paul Robinson (G, encerrou carreira), Michael Keane (D, Everton), Joey Barton (M, dispensado) e George Boyd (M, Sheffield Wednesday)

Já foi dificílimo para o Burnley conseguir escapar do rebaixamento em 2016/17 – possivelmente, a permanência deveu-se às boas atuações em Turf Moor, estádio que sempre oferece dificuldades aos adversários (10 vitórias). E a situação não deverá mudar muito: o goleiro Tom Heaton segue sendo o principal destaque dos Clarets. Heaton já trabalhou muito com a fragilidade da equipe, e deverá aparecer ainda mais com a venda de Michael Keane para o Everton. Com relação ao ataque, só resta confiar que Jonathan Walters faça gols que possam ajudar a equipe. Caso contrário, evitar a queda será tarefa, outra vez, árdua. 

Chelsea 
Morata, principal contratação do Chelsea (Photo by Dan Mullan/Getty Images)

Morata, principal contratação do Chelsea (Photo by Dan Mullan/Getty Images)

Técnico: Antonio Conte
Destaque: Eden Hazard (meio-campista)
Fique de olho: Tiemoué Bakayoko (meio-campista) e Alvaro Morata (atacante)
Temporada passada: campeão
Copas europeias: Champions League (fase de grupos)
Objetivo: Título
Principais chegadas: Wilfredo “Willy” Caballero (G, Manchester City), Antonio Rüdiger (D, Roma-ITA), Tiemoué Bakayoko (M, Monaco-FRA) e Alvaro Morata (A, Real Madrid-ESP)
Principais saídas: Asmir Begovic (G, Bournemouth), John Terry (D, Aston Villa), Kurt Zouma (D, Stoke City), Ruben Loftus-Cheek (M, Crystal Palace), Nemanja Matic (M, Manchester United), Nathan Aké (D, Bournemouth) e Bertrand Traoré (A, Lyon-FRA)

Ganhar o título inglês nem era nada tão inesperado assim, tendo em vista o excelente nível técnico que os Blues possuíam em 2016/17. O impressionante foi a intensidade vista nas partidas do Chelsea, que tornou a conquista ainda mais merecida. Tal intensidade foi possibilitada pela vitalidade de N’Golo Kanté, na marcação do meio-campo, e pela entrega de Diego Costa, no ataque. Ficava a dúvida: é possível que os Blues mantenham o nível de concentração visto, na defesa do título? Bem, possível sempre é, para um time que tem Thibaut Courtois no gol, Eden Hazard cada vez mais protagonista na armação, a já conhecida força de Kanté na marcação…

Porém, Diego Costa já é passado. E o presente de Alvaro Morata, que não se consolidou na volta ao Real Madrid, traz dúvidas sobre sua capacidade em ser o goleador que o time de Antonio Conte precisa. Seja como for, outros reforços compensam. Como Tiemoué Bakayoko, mais um destaque do Monaco que ganha chances de comprovar seu talento. Ou Antonio Rüdiger, de porte físico respeitável para ajudar uma defesa já firme. Sem contar os outros destaques, como William, crescendo cada vez mais em produção e importância. Enfim, o Chelsea evidentemente é capaz de conquistar o bicampeonato. Mas a concorrência parece mais preparada – e nesse início, o time ainda pode sofrer solavancos, como as derrotas na pré-temporada (e para o Burnley) indicaram. 

Crystal Palace
Frank de Boer aceitou o desafio de treinar o Crystal Palace (Photo by Jordan Mansfield/Getty Images)

Frank de Boer aceitou o desafio de treinar o Crystal Palace (Photo by Jordan Mansfield/Getty Images)

Técnico: Frank de Boer
Destaques: Wilfred Zaha e Christian Benteke (atacantes)
Fique de olho: Timothy Fosu-Mensah (meio-campista)
Temporada passada: 14º colocado
Copas europeias: nenhuma
Objetivo: escapar do rebaixamento/meio de tabela
Principais chegadas: Jaïro Riedewald (D, Ajax-HOL), Timothy Fosu-Mensah (M, Manchester United-ING) e Ruben Loftus-Cheek (M, Chelsea)
Principais saídas: Steve Mandanda (G, Olympique de Marselha-FRA), Joe Ledley (M, dispensado), Mathieu Flamini (M, dispensado) e Fraizer Campbell (A, Hull City)

Esta temporada não será igual àquela que passou. Pelo menos, é o que o Crystal Palace precisa fazer. Não só o clube em si, mas muitos de seus contratados. Em baixa após o curto e péssimo trabalho na Internazionale, Frank de Boer tem boa chance de se reabilitar, caso faça bom trabalho nas Águias. Para tanto, o técnico nem contratou muito: trouxe apenas Riedewald, seu conhecido dos tempos de Ajax, que pode atuar na zaga e na lateral direita. Promete mais Timothy Fosu-Mensah, cedido pelo Manchester United para ganhar ritmo de jogo. E os destaques Andros Townsend, Christian Benteke e Wilfred Zaha seguem em Selhurst. Porém, há alguns pontos a serem corrigidos (como a irregularidade nas atuações em casa), para que o Palace cumpra mais do que apenas brigar contra o rebaixamento. Começou mal, com a derrota para o Huddersfield Town. Mas ainda pode reagir. 

Everton
Wayne Rooney, de volta ao Everton (Foto: Getty Images)

Wayne Rooney, de volta ao Everton (Foto: Getty Images)

Técnico: Ronald Koeman
Destaque: Wayne Rooney (atacante)
Fique de olho: Davy Klaassen (meio-campista)
Temporada passada: 7º colocado
Copas europeias: Liga Europa (enfrentará o Hajduk Split-CRO na terceira fase preliminar)
Objetivo: vaga nas competições continentais
Principais chegadas: Jordan Pickford (G, Sunderland), Michael Keane (D, Burnley), Rhuendly “Cuco” Martina (D, Southampton), Davy Klaassen (M, Ajax-HOL) e Sandro Ramírez (A, Málaga-ESP)
Principais saídas: Tom Cleverley (M, Watford), Gerard Deulofeu (M, Barcelona), Aiden McGeady (A, Sunderland) e Romelu Lukaku (A, Manchester United)

Por muito tempo, o Everton ocupou o lugar de equipe autenticamente média no futebol inglês. Daquelas que raramente sofrerá com ameaças de rebaixamento, mas também não poderá sonhar com coisa melhor. Pois é: esta temporada dá a impressão de que os Toffees querem mudar, como poucas vezes se viu. E poucos sinais de ambição são mais claros do que a volta do ídolo Wayne Rooney – cujo gol na estreia já deixou claro que ele ainda tem muito a contribuir tecnicamente.

Mas nem só de Rooney viveria o time de Goodison Park, se outros reforços não fossem capacitados. E eles são. Se Gerard Deulofeu deixou o clube (depois de seis meses emprestado ao Milan), Davy Klaassen é aposta das mais promissoras no meio-campo. Para o gol, posição vitimada na temporada passada pelas irregularidades dos dois que jogaram (Maarten Stekelenburg e Joel Robles), outro reforço bem vindo: Jordan Pickford, bem no Sunderland. Assim, o Everton busca melhorar uma equipe já sólida, que tem condições de fazer outra boa temporada.

Huddersfield Town
Kachunga, do Huddersfield (Photo by Clint Hughes/Getty Images)

Kachunga, do Huddersfield (Photo by Clint Hughes/Getty Images)

Técnico: David Wagner
Destaque: Elias Kachunga (atacante)
Fique de olho: Steve Mounié (atacante)
Temporada passada: 5º colocado da segunda divisão (foi promovido ao superar o Sheffield Wednesday, na semifinal da repescagem, e o Reading, na decisão)
Copas europeias: nenhuma
Objetivo: escapar do rebaixamento
Principais chegadas: Jonas Lössl (G, Mainz-ALE), Mathias Jorgensen (D, Kobenhavn-DIN), Scott Malone (D, Fulham), Aaron Mooy (M, Manchester City), Laurent Depoitre (A, Porto-POR) e Steve Mounié (A, Montpellier-FRA)
Principais saídas: Joe Murphy (G, Bury), Mark Hudson (D, encerrou carreira), Kyle Dempsey (M, Fleetwood Town) e Harry Bunn (A, Bury)

Depois da festa do acesso dramático, ao superar o Reading nas cobranças da marca do pênalti, o Huddersfield poderia se contentar com pouco, pelo baixo orçamento. Mas o dinheiro foi bem utilizado nas contratações: jogadores que podem melhorar o nível técnico dos Terriers, como o goleiro Jonas Lössl e os atacantes Laurent Depoitre e Steve Mounié (os 13 milhões de euros gastos na contratação de Mounié, inclusive, foram recorde na história do clube). Também ajudou a permanência de destaques na campanha do acesso, como o atacante congolês Elias Kachunga. E a vitória categórica sobre o Crystal Palace na estreia dá ainda mais esperanças de que o Huddersfield possa se aprontar para ficar na Premier League. 

Leicester City
Mahrez, do Leicester (Photo by Michael Regan/Getty Images)

Mahrez, do Leicester (Photo by Michael Regan/Getty Images)

Técnico: Craig Shakespeare
Destaque: Riyad Mahrez (meio-campista)
Fique de olho: Kelechi Iheanacho (atacante)
Temporada passada: 12º colocado
Copas europeias: nenhuma
Objetivo: meio de tabela/vaga nas competições continentais
Principais chegadas: Eldin Jakupovic (G, Hull City), Harry Maguire (D, Hull City), Vicente Iborra (M, Sevilla-ESP) e Kelechi Iheanacho (A, Manchester City)
Principais saídas: Ron-Robert Zieler (G, Stuttgart-ALE), Marcin Wasilewski (D, dispensado) e Bartosz Kapustka (M, Freiburg-ALE)

Tudo bem, pensar em repetir 2015/16, a temporada em que o impossível se fez real na Premier League, era demais para os Foxes. No entanto, a equipe também não era frágil como pareceu na edição passada da Premier League, quando andou boa parte do tempo bordejando a zona de rebaixamento. Veio a sofrida demissão de Claudio Ranieri, Craig Shakespeare arrumou o que podia, os jogadores se animaram mais em campo… e, pelo menos, o Leicester continuou na divisão de elite – e até teve participação das mais honrosas na Champions League.

A boa notícia é que pouca coisa mudou. Pelo menos, por enquanto. Seguem os velhos conhecidos: Kasper Schmeichel, Robert Huth, Danny Drinkwater, Jamie Vardy. E uma contratação promissora foi feita, com a vinda de Kelechi Iheanacho. Mas… como já se disse, isso é temporário. Afinal, a saída de Riyad Mahrez é tida como certa, sendo mais um sinal de que o tempo passou. Porém, se já não tem mais a aura de um campeão, o Leicester pode muito bem se manter na primeira divisão sem problemas. Talvez tenha até obrigação disso. O resto é sonhar alto demais (como era em 2015/16…).

Liverpool
Sadio Mané, do Liverpool (Photo by Tony Marshall/Getty Images)

Sadio Mané, do Liverpool (Photo by Tony Marshall/Getty Images)

Técnico: Jürgen Klopp
Destaques: Philippe Coutinho (meio-campista) e Sadio Mané (atacante)
Fique de olho: Mohamed Salah (atacante)
Temporada passada: 4º colocado
Copas europeias: Champions League (fase de grupos)
Objetivo: vaga nas competições continentais/título
Principais chegadas: Andrew Robertson (D, Hull City), Dominic Solanke (A, Chelsea) e Mohamed Salah (A, Roma-ITA)
Principais saídas: Alexander Manninger (G, dispensado), Lucas Leiva (M, Lazio-ITA)

“Coutinho fica? E a defesa, melhora?” Essas são as duas perguntas que mais atormentam a torcida do Liverpool. Não que o clima seja de confiança total no título: afinal, trata-se de uma torcida calejada pelos agora 27 anos sem conquistar o campeonato inglês. Mas é inegável que respostas afirmativas para as duas questões acima tranquilizariam mais os adeptos dos Reds. Porque ruim, a equipe não é. No meio-campo, qualquer um dos dois volantes preferenciais no esquema de Jürgen Klopp têm nível razoável – com preferência para Georginio Wijnaldum e Jordan Henderson. No ataque, Sadio Mané e Roberto Firmino agradaram bastante em 2016/17 – e Salah tem a chance de mostrar talento na Inglaterra, com a reação na Roma após malograda passagem pelo Chelsea. Também merece destaque a aposta em Dominic Solanke, destaque da seleção inglesa sub-20 campeã mundial neste ano.

Todavia, trata-se de um time… bom. Nada mais. E que segue sofrendo duplamente na defesa: pela indecisão no gol (Mignolet ou Karius? E de que adianta, se ambos são irregulares?) e pelo próprio nível técnico sofrível do miolo de zaga. Para piorar, após perder Neymar, o Barcelona dá cada vez mais sinais de que tentará o que puder por Philippe Coutinho (único a poder transformar o status do Liverpool em campo). Por isso, antes de pensar em qualquer coisa, a torcida do Liverpool segue angustiada pela resposta às perguntas: Coutinho fica? E a defesa, melhora?

Manchester City
Gabriel Jesus, do Manchester City (Photo by Ian Walton/Getty Images)

Gabriel Jesus, do Manchester City (Photo by Ian Walton/Getty Images)

Técnico: Josep “Pep” Guardiola
Destaque: Kevin de Bruyne (meio-campista)
Fique de olho: Gabriel Jesus (atacante) e Benjamin Mendy (lateral esquerdo)
Temporada passada: 3º colocado
Copas europeias: Liga dos Campeões (fase de grupos)
Objetivo: Título
Principais chegadas: Ederson (G, Benfica-POR), Danilo (D, Real Madrid-ESP), Eliaquim Mangala (D, Valencia), Kyle Walker (D, Tottenham), Benjamin Mendy (D, Monaco-FRA), Bernardo Silva (M, Monaco-FRA), Samir Nasri (A, Sevilla-ESP) e Oleksandr Zinchenko (A, PSV-HOL)
Principais saídas: Joe Hart (G, West Ham), Wilfredo “Willy” Caballero (G, Chelsea), Gaël Clichy (D, Istambul Basaksehir-TUR), Bacary Sagna (D, dispensado), Pablo Zabaleta (D, West Ham), Aleksandar Kolarov (D, Roma-ITA), Aaron Mooy (M, Huddersfield Town), Fernando (M, Galatasaray-TUR), Nolito (A, Sevilla-ESP) e Kelechi Iheanacho (A, Leicester City)

Tudo bem, Pep Guardiola estava chegando ao futebol inglês, encarou uma concorrência técnica como jamais vira nos seus quase dez anos de carreira como técnico, o City seguiu com um bom time, o grau de investimento torna praticamente impossível não estar na Champions League ano após ano… mas o fato é que os Citizens decepcionaram na temporada passada. Era possível ter brigado de igual para igual com o Chelsea, sem tanta irregularidade. E, principalmente, era possível um melhor desempenho na Champions League, sem cair de modo tão incontestável para o Monaco.

Território conhecido, Guardiola ganhou a liberdade que gosta para trabalhar como quer. O que significa dispensar sem dor gente que não se enquadre em seu ideário tático, ou já não tenha muito a dar no clube (Hart, Clichy, Sagna, Zabaleta, Kolarov, Fernando). Para apostar em novatos que rendam a velocidade e o toque de bola necessários. Apostar e gastar, como se viu nas cifras gigantes que trouxeram Ederson, Kyle Walker e Benjamin Mendy. No meio, Bernardo Silva é mais uma opção para um meio-campo já povoado de talento, com David Silva e Kevin de Bruyne. Assim, nem foi necessário se preocupar muito com um ataque que já tem a experiência de Sergio Agüero, no qual se poderá ver se o fulgurante começo de Gabriel Jesus antes da fratura terá sequência. Com tal investimento, o Manchester City perdeu os salvos-condutos que tinha em 2016/17. Pedem-se títulos e bom nível técnico. É só, e é tudo. Ou as desconfianças sobre Guardiola crescerão. 

Manchester United
Paul Pogba, do Manchester United (Photo by Ian Walton/Getty Images)

Paul Pogba, do Manchester United (Photo by Ian Walton/Getty Images)

Técnico: José Mourinho
Destaque: Paul Pogba (meio-campista)
Fique de olho: Romelu Lukaku (atacante)
Temporada passada: 6º colocado
Copas europeias: Liga dos Campeões (fase de grupos – ganhou a vaga como campeão da Liga Europa)
Objetivo: Título
Principais chegadas: Victor Lindelof (D, Benfica-POR), Andreas Pereira (M, Granada-ESP), Nemanja Matic (M, Chelsea), e Romelu Lukaku (A, Everton)
Principais saídas: Sam Johnstone (G, Aston Villa), Cameron Borthwick-Jackson (D, Leeds United), Timothy Fosu-Mensah (M, Crystal Palace) e Wayne Rooney (A, Everton-ING)

Por mais que a pressão sobre o Manchester United seja constante e necessária, é inegável: livrar-se das turbulências por que o clube passa após 27 anos de Alex Ferguson (que mudaram para sempre a história e o status dos Red Devils) não é tarefa para ser cumprida em apenas alguns anos. Era necessário ir passo a passo. Um técnico vencedor que tranquilizasse o ambiente? Certo, José Mourinho veio. Títulos? Pois bem, enfim chegou a Liga Europa. Nada muito grande, mas pelo menos possibilitou a volta do United à Champions League da qual ele tanto precisava, para reaver um pouco do status. Todavia, como ficou claro na atuação mediana na Supercopa da Europa, Mourinho precisa afinar mais a sintonia no time.

A defesa é um grande exemplo: jogadores de nível razoável (Matteo Darmian, Daley Blind, Chris Smalling – para não falar de David de Gea, cada vez mais seguro no gol), e nada consegue torná-la segura. Aí ganha importância a atuação de Marouane Fellaini no meio-campo, por mais questionado que seja. Na criação de jogadas, há um alívio maior: após começo hesitante, Paul Pogba já é o protagonista que se esperava, com Juan Mata sendo sempre útil. Mas no ataque, Marcus Rashford ainda é novo demais para ser protagonista, enquanto Romelu Lukaku precisa de tempo para se entrosar. Talvez por isso, seja cada vez mais possível um novo contrato com Zlatan Ibrahimovic. Afinal, o sueco não traz só garantia de gols. Traz respeito, liderança técnica, poder de decisão. Características que a torcida pede demais ao Manchester United. E que o time tem condições de oferecer para voltar a ser o maior em seu país. 

Newcastle
Gayle, do Newcastle (Photo by Alex Livesey/Getty Images)

Gayle, do Newcastle (Photo by Alex Livesey/Getty Images)

Técnico: Rafa Benítez
Destaque: Dwight Gayle (atacante)
Fique de olho: Mikel Merino (meio-campista)
Temporada passada: campeão da segunda divisão
Copas europeias: nenhuma
Objetivo: meio de tabela
Principais chegadas: Tim Krul (G, AZ-HOL), Javier Manquillo (D, Atlético de Madrid-ESP), Florian Lejeune (D, Eibar-ESP), Christian Atsu (M, Chelsea) e Mikel Merino (M, Borussia Dortmund-ALE)
Principais saídas: Matz Sels (G, Anderlecht-BEL), Kevin Mbabu (D, Young Boys-SUI), Florian Thauvin (M, Olympique de Marselha-FRA), Vurnon Anita (M, Leeds United), Yoann Gouffran (M, Göztepe-TUR), Haris Vuckic (M, Twente-HOL), Sammy Ameobi (M, Bolton) e Daryl Murphy (A, Nottingham Forest)

Muito bem, a obrigação da temporada passada foi cumprida – isto é, voltar à primeira divisão sem sustos. Para evitar novo sofrimento, a equipe de St. James Park aposta na manutenção da base de 2016/17: Dwight Gayle, Jonjo Shelvey, Ayoze Perez, Mohamed Diané… reforços foram apenas pontuais, como nos casos de Christian Atsu e Mikel Merino. Ficam duas dúvidas. Uma delas, no gol: com Tim Krul descartado (voltou ao clube, mas sequer foi inscrito na temporada), Rob Elliot tem a chance de se firmar num campeonato mais difícil. A outra é se o nível técnico do time será suficiente para tempos mais tranquilos na primeira divisão.

Southampton
Tadic, do Southampton (Photo by Charlie Crowhurst/Getty Images)

Tadic, do Southampton (Photo by Charlie Crowhurst/Getty Images)

Técnico: Mauricio Pellegrino
Destaque: Dusan Tadic (meio-campista)
Fique de olho: Mario Lemina (meio-campista)
Temporada passada: 8º colocado
Copas europeias: nenhuma
Objetivo: meio de tabela/vagas nas competições continentais
Principais chegadas: Jan Bednarek (D, Lech Poznan-POL), Mario Lemina (M, Juventus-ITA)
Principais saídas: Cuco Martina (D, Everton), Martín Cáceres (D, Verona-ITA), Jason McCarthy (D, Barnsley) e Jay Rodriguez (M, West Bromwich)

Aproveitando parte do trabalho já começado por Ronald Koeman, os Saints fizeram ótimo campeonato em 2016/17. E têm condição de repeti-lo: sucessor de Claude Puel, Mauricio Pellegrino tem condições de continuar a linha de trabalho. Jogadores técnicos para isso não faltam, como Dusan Tadic e Manolo Gabbiadini. Na marcação, Mario Lemina foi boa contratação. Porém, fica a dúvida: como a defesa se comportará sem seu melhor jogador, Virgil van Dijk, virtualmente de saída – e em desgaste aberto com o clube, pela demora nos acertos? Resta confiar no zagueiro Jan Bednarek, que chegou, e no goleiro Fraser Forster, que ficou, para manter os Saints como uma equipe média capaz de boas surpresas. 

Stoke City
Shaqiri, do Stoke (Photo by Alex Livesey/Getty Images)

Shaqiri, do Stoke (Photo by Alex Livesey/Getty Images)

Técnico: Mark Hughes
Destaque: Xherdan Shaqiri (atacante)
Fique de olho: Eric-Maxim Choupo-Moting (meio-campista)
Temporada passada: 13º colocado
Copas europeias: nenhuma
Objetivo: escapar do rebaixamento/meio de tabela
Principais chegadas: Kurt Zouma (D, Chelsea), Bruno Martins Indi (D, Porto-POR), Josh Tymon (D, Hull City), Darren Fletcher (M, West Bromwich) e Eric-Maxim Choupo-Moting (M, Schalke 04-ALE)
Principais saídas: Shay Given (G, dispensado), Phil Bardsley (D, Burnley), Glenn Whelan (M, Aston Villa), Marko Arnautovic (M/A, West Ham) e Jonathan Walters (A, Burnley)

Eis um clube com motivos para preocupação. O Stoke já fez uma campanha pior em 2016/17 (13º lugar), e perdeu justamente o seu destaque técnico, Marko Arnautovic. Claro, reforços vieram para minorar o impacto técnico. Para o meio-campo, Darren Fletcher e Eric-Maxim Choupo-Moting têm nível suficiente para manter as coisas sem muitas alterações. A defesa ganhou força física, com a permanência definitiva de Bruno Martins Indi e o empréstimo de Kurt Zouma. Todavia, a pressão sobre Xherdan Shaqiri aumenta no ataque. E o entrosamento terá de ser encontrado rapidamente pelo técnico Mark Hughes, para evitar que o time escorregue rumo à disputa contra o rebaixamento.

Swansea
Fernando Llorente é o centroavante do Swansea (Photo by Stu Forster/Getty Images)

Fernando Llorente é o centroavante do Swansea (Photo by Stu Forster/Getty Images)

Técnico: Paul Clement
Destaque: Fernando Llorente (atacante)
Fique de olho: Roque Mesa (meio-campista)
Temporada passada: 15º colocado
Copas europeias: nenhuma
Objetivo: escapar do rebaixamento
Principais chegadas: Erwin Mulder (G, Heerenveen-HOL), Roque Mesa (M, Las Palmas-ESP), Arnor Gudjohnsen (M, Breidablik-ISL) e Tammy Abraham (A, Chelsea)
Principais saídas: Gerhard Tremmel (G, encerrou carreira), Jack Cork (M, Burnley), Borja Bastón (A, Málaga-ESP) e Bafétimbi Gomis (A, Galatasaray-TUR)

Se a torcida do clube galês pudesse escolher, ela obviamente desejaria uma repetição da segunda metade da temporada, quando o Swansea conseguiu reagir para evitar um rebaixamento que parecia certo no primeiro turno. Mas não depende dela, nem do técnico Paul Clement, talvez nem dos jogadores. Porque as circunstâncias deverão forçar o time a jogar sem um dos destaques da reação: Gylfi Sigurdsson, muito perto do Everton. Algumas contratações podem ajudar, como Roque Mesa ou Arnor Gudjohnsen. Mas a tendência é de que, outra vez, espere-se que Lukasz Fabianski salve o time no gol – e que a dupla Jordan Ayew-Fernando Llorente faça os gols na frente.

Tottenham
Harry Kane, do Tottenham (Photo by Stephen Pond/Getty Images)

Harry Kane, do Tottenham (Photo by Stephen Pond/Getty Images)

Técnico: Mauricio Pochettino
Destaque: Harry Kane (atacante)
Fique de olho: Kieran Trippier (lateral direito)
Temporada passada: vice-campeão
Copas europeias: Champions League (fase de grupos)
Objetivo: vaga nas competições continentais/título
Principais chegadas: nenhuma
Principais saídas: Kyle Walker (D, Manchester City), Federico Fazio (D, Roma-ITA) e Nabil Bentaleb (M, Schalke 04-ALE)

Por que confiar no Tottenham? Afinal, trata-se de um clube com poder de decisão tão diminuto quanto o do Arsenal, em momentos cruciais de uma temporada. Pelo menos, é o que muitos dizem. Afinal de contas, nunca chegou a ameaçar de verdade o Chelsea na Premier League passada. Fez uma participação lamentável na fase de grupos da Champion League. E não fez nenhuma contratação de respeito até agora, daquelas que façam pensar que os Spurs são um clube que falará grosso na temporada.

No entanto… por que não confiar no Tottenham? Afinal de contas, poucos grupos de jogadores são tão homogêneos e talentosos no futebol inglês. No gol, Hugo Lloris; na zaga, Toby Alderweireld e Jan Vertonghen; no meio, Moussa Dembélé, Son-Heung Min, Dele Alli e Christian Eriksen; no ataque, Harry Kane. Todos comandados por Mauricio Pochettino, dos melhores técnicos da Premier League. Dá para aprender perfeitamente as lições da temporada passada, ser mais firme em momentos decisivos e impor mais respeito. Até para diminuir as justas desconfianças.

Watford
Richarlison, do Watford (Photo by Tony Marshall/Getty Images)

Richarlison, do Watford (Photo by Tony Marshall/Getty Images)

Técnico: Marco Silva
Destaque: Troy Deeney (atacante)
Fique de olho: Richarlison (atacante)
Temporada passada: 17º colocado
Copas europeias: nenhuma
Objetivo: escapar do rebaixamento
Principais chegadas: Kiko Femenía (D, Alavés-ESP), Tom Cleverley (M, Everton), Nathaniel Chalobah (M, Chelsea) e Richarlison (A, Fluminense-BRA)
Principais saídas: Charlie Bannister (G, dispensado), Mario Suárez (M, Guizhou Hengfeng-CHN) e Steven Berghuis (A, Feyenoord-HOL)

De todos os clubes a terem escapado do rebaixamento na temporada passada, talvez o Watford tenha sido aquele que por menos escapou. Com altos e baixos no time e no comando (começou com Quique Flores, terminou com Walter Mazzarri), a torcida só se aliviou nas últimas rodadas. E pouco foi feito para indicar que será diferente neste campeonato. Certo, Gomes e Troy Deeney, fundamentais na permanência, ficarão. Porém, as contratações estão mais nos campos das apostas do que das certezas. Caberá a Tom Cleverley, Nathaniel Chalobah e Richarlison comprovarem em campo que os Hornets viverão um ano mais seguro.

West Bromwich
Salomon Rondón, do West Bromwich (Photo by Nathan Stirk/Getty Images)

Salomón Rondón, do West Bromwich (Photo by Nathan Stirk/Getty Images)

Técnico: Tony Pulis
Destaque: Salomón Rondón (atacante)
Fique de olho: Jay Rodriguez (atacante)
Temporada passada: 10º colocado
Copas europeias: nenhuma
Objetivo: meio de tabela
Principais chegadas: Jay Rodriguez (A, Southampton) e Zhang Yuning (A, Vitesse-HOL)
Principais saídas: Sébastien Pocognoli (D, Standard Liège-BEL), Darren Fletcher (M, Stoke City) e Zhang Yuning (A, Werder Bremen-ALE)

Assim como Southampton e West Ham, o WBA é um time bom – que espera uma possibilidade para dar o salto e virar um daqueles médios que incomodam. Com Tony Pulis apostando nas defesas fechadas, como sempre (e Ben Foster, dos “menos piores” goleiros ingleses, ajuda muito nisso), o ataque ainda teve um ganho com a janela de transferências: Jay Rodriguez pode ser ótimo parceiro para Salomón Rondón. Se gente como Matt Philips e Nacer Chadli ajudar, pode ser o sinal de mais uma temporada boa para os Baggies.

West Ham
Chicharito, contratação do West Ham (Foto: divulgação)

Chicharito, contratação do West Ham (Foto: divulgação)

Técnico: Slaven Bilic
Destaque: Michail Antonio (meio-campista/atacante)
Fique de olho: Joe Hart (goleiro) e Javier “Chicharito” Hernández (atacante)
Temporada passada: 11º colocado
Copas europeias: nenhuma
Objetivo: vaga nas competições continentais/meio de tabela
Principais chegadas: Joe Hart (G, Manchester City), Pablo Zabaleta (D, Manchester City), Marko Arnautovic (A, Stoke City) e Javier “Chicharito” Hernández (A, Bayer Leverkusen-ALE)
Principais saídas: Darren Randolph (G, Middlesbrough), Álvaro Arbeloa (D, encerrou carreira), Havard Nordtveit (M, Hoffenheim-ALE) e Enner Valencia (A, Tigres-MEX)

Certo, o Leicester monopolizou as atenções em 2015/16. Ainda assim, o West Ham também mereceu elogios pelo que fez então, com um 7º lugar que rendeu vaga na Liga Europa. Até por isso, esperava-se bastante do que os Hammers poderiam fazer jogando no Estádio Olímpico de Londres. Fizeram pouco: o time foi muito irregular na temporada passada, ficando apenas em 11º lugar. Para agora, Slaven Bilic terá um time que, no papel, é elogiável. Aos destaques que seguem no time (Michail Antonio, Andy Carroll, Manuel Lanzini), contratações nada desprezíveis – Joe Hart trará experiência no gol, enquanto Marko Arnautovic e “Chicharito” Hernández dão um pouco mais de técnica ao ataque. É possível protagonizar outra boa campanha – desta vez, provavelmente sem outro “médio” a apagar o que o West Ham pode fazer.

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