Trivela

Sul-Americana

Sánchez Miño, Meza e Ezequiel Barco lideraram o bom tratamento que o Independiente deu na bola, quando a tinha nos pés na decisão da Copa Sul-Americana contra o Flamengo. Com trocas de passe lúcidas, decisões corretas e jogadas bem trabalhadas, os argentinos tiveram calma para virar o placar do jogo de ida da final e vão ao Rio de Janeiro, semana que vem, com a vantagem: 2 a 1 no estádio Libertadores da América.

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O Flamengo não fez uma boa partida, apesar de ter conseguido o que toda equipe que atua fora de casa mais deseja: um gol logo no começo da partida. Deveria servir para acalmar os nervos e passar a ansiedade para o outro lado. Mas o Independiente não entrou em pilha nenhuma. Jogou futebol para construir a sua vitória. Os cariocas, por outro lado, abusaram das falhas defensivas, principalmente no setor de Trauco, e mostraram nervosismo no campo de ataque.

O gol flamenguista saiu logo aos 9 minutos. Paquetá sofreu falta pela esquerda, Trauco cobrou e Réver subiu bem alto para cabecear às redes. Sánchez Miño era o cara do Independiente. A principal fonte de perigo ao gol de César. O cruzamento da direita encontrou Gigliotti, mas o artilheiro furou. Sánchez Miño estava esperto para pegar a sobra e encher o pé. Pará apareceu com um bloqueio providencial. O Flamengo respondeu em outra cobrança de falta. Diego levantou para Juan, que por pouco não conseguiu o desvio que tiraria Campaña da jogada.

 

Willian Arão desviou na hora certa para evitar a cabeçada letal de Sánchez Miño. O gol do Independiente ficava maduro. César fez uma bela defesa, caindo no seu canto esquerdo, em cobrança de falta esperta de Gastón Silva. E, aos 28 minutos, os donos da casa mexeram no placar. O contra-ataque foi bem construído pelo meio do gramado. A bola chegou a Gigliotti, de frente para o goleiro, que nada poderia fazer.

 

Ezequiel Barco é o moleque de 18 anos que vem comendo a bola com a camisa do Independiente. No começo do segundo tempo, ele dominou marcado por dois flamenguistas pela ponta esquerda. Os dois deixaram a linha de fundo para ele. Arão deu um bote seco, e Barco passou. O cruzamento encontrou Meza, livre, na entrada da área. Chute de primeira, no cantinho de César. E o Independente virou.

 

O Flamengo melhorou na sequência do segundo gol argentino. Talvez por méritos, talvez por necessidade, talvez por estratégia ou cansaço do Independiente, que armou o bote para matar a partida. Tinha mais volume de jogo, mas não tinha qualidade. Dominou a segunda metade da etapa final e mal conseguiu uma finalização limpa. A de Arão, na entrada da área, foi a única. Éverton Ribeiro deixou dois companheiros, Vizeu e Everton, em boa posição para chutar, mas a defesa do Independiente estava esperta na cobertura e realizou os bloqueios.

Vinicius Júnior saiu do banco de reservas e tentava algo diferente pelos lados do gramado. Mas foi pouco. O Flamengo não conseguiu recuperar-se, depois de sofrer a virada, e agora precisa reverter o resultado no Maracanã. Missão nada impossível, mas precisará tratar melhor a bola. Como o Independiente fez na noite desta quarta-feira.

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