Trivela

Brasil

Para duas seleções separadas pelo Atlântico, Brasil e Inglaterra até que se enfrentaram bastante ao longo da história. Entre si, são justamente os adversários intercontinentais mais frequentes. Quatro partidas aconteceram em Copas do Mundo, sempre como um anúncio da fortuna Canarinho, em quatro campanhas que culminaram no título mundial. Além disso, somando amistosos e torneios menores, o jogo desta terça será o 26° encontro. E a vantagem brasileira no cartel geral também é ampla, com 11 vitórias e quatro derrotas, além de dez empates.

O primeiro desses muitos duelos aconteceu em 1956, durante uma turnê da Seleção pela Europa. Foram sete jogos contra diferentes equipes do continente, o último deles em Wembley, abarrotado pela torcida britânica. O time treinado por Flávio Costa tinha vários futuros campeões do mundo, com Gylmar, Nilton Santos, Djalma Santos e Didi entre os titulares. No entanto, os brasileiros sucumbiram em uma atuação mágica de Stanley Matthews, infernizando a zaga com os seus dribles – e que serviu de cartão de visitas ao já quarentão rumo à conquista da primeira Bola de Ouro da France Football. Ao final, a derrota por 4 a 2 saiu de bom tamanho, considerando a superioridade dos Three Lions na tarde. Tommy Taylor e Colin Grainger anotaram dois gols cada, enquanto Paulinho e Didi descontaram para o Brasil. Já o grande destaque da Canarinho acabou sendo Gylmar, responsável por pegar dois pênaltis e fazer uma série de grandes intervenções.

A princípio, a Inglaterra deveria retribuir a visita em 1957, mas a viagem aconteceu apenas em 1959 – depois que as duas seleções voltaram a se encarar no Mundial da Suécia, com o primeiro 0 a 0 da história das Copas. E os comandados de Vicente Feola deram o troco, desta vez com exibição estupenda de outro ponteiro: vaiado por ser escolhido no lugar de Garrincha, Julinho deu sua resposta ao Maracanã e arrebentou contra os ingleses. Marcou um golaço logo nos primeiro minutos e fez a jogada para Henrique fechar a conta em 2 a 0. “Confesso que recebi profundamente consternado as vaias da torcida. Fiquei triste. Vi que me esqueceram depressa, pelo tempo que fiquei fora do scratch. Mas a vaia não me liquidou. Serviu-me de estímulo. Parti para a reação. Fiz o gol para o time, embora servisse para reconquistar a simpatia do público. Não dei show para me vingar. Joguei para mostrar que ainda não acabei e podia ser útil ao time”, declarou, na época.

Abaixo, para relembrar o primeiro Inglaterra x Brasil em Wembley, resgatamos dois documentos históricos. Primeiro, o vídeo do British Pathé, com a história do jogo que era exibida nos cinemas britânicos. em formato de cinejornal. Depois, a página do tradicional Jornal dos Sports recontando a partida. Para ler em melhor resolução, clique com o botão direito do mouse e aperte em ‘abrir em nova guia’.

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